ESCOLA MUNICIPAL PROFESSORA ELVIRA DE FRANÇA BUSCHMANN

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

PROPOSTA PEDAGÓGICA


Introdução





            A proposta pedagógica de uma escola indica qual o projeto de educação e de sociedade norteia nossas ações e encaminhamentos no dia a dia escolar. Assim, romper com o ensino reprodutivista e que dá continuidade à manutenção das condições desiguais em nossa sociedade tem sido uma preocupação constante na Escola Municipal Professora Elvira de França Buschmann. Conforme Duarte (2003): “O Conhecimento é uma riqueza, e a tarefa da escola é socializar esta riqueza não material. No capitalismo a riqueza deve ser privatizada. A lógica da escola pública é a socialização”.¹

Primeiramente, temos pensado seriamente no projeto político pedagógico e no currículo enquanto manifestação da vida da escola. A escolha dos conteúdos que consideramos importantes e a maneira mais eficaz de ensino para que os alunos se apropriem com maior sentido e significado dos conhecimentos. Para tanto, temos buscado propiciar, à equipe docente, momentos de reflexão conjunta entre os professores das séries iniciais e os das séries finais do ensino fundamental. O PPP também tem efetivamente se constituído como uma construção coletiva, o que permite uma continuidade no currículo. Tais discussões condicionam algumas mudanças na apresentação dos conteúdos e caminhamos para a interdisciplinaridade, na busca de articulação entre os temas a serem desenvolvidos.

Nossa equipe entende que quanto mais a família estiver envolvida com a escola, maior será o sucesso do aluno em sua vida escolar. Neste sentido, procuramos chamar os pais para a participação efetiva das atividades escolares. Não há participação sem uma real gestão democrática. Neste processo buscamos fortalecer as instancias de participação, especialmente o Conselho Escolar, o Grêmio Estudantil e os representantes de turma. Compreendemos que um Conselho Escolar atuante dá suporte a ações com as famílias, inclusive tirando da direção o ônus de arcar sozinha com as decisões que são coletivas. Também, neste intuito, propomos a discussão de temas relevantes com a comunidade, por meio de palestras e seminários, fazendo-se imprescindível a participação das famílias nas festas e nas mostras de trabalhos que a escola promove. Acreditamos que uma comunidade atuante reflete na vida escolar dos alunos.

Estendemos este cuidado à convocação dos pais sempre que o aluno não está com um aproveitamento satisfatório em seu aprendizado, seja por motivo de dificuldades de aprendizagem ou por indisciplina. O fato é que, com raras exceções, os pais e responsáveis pelos alunos estão cientes do que ocorre durante o ano letivo, sendo constantemente exortados a intervirem e participarem do processo de crescimento intelectual de seus filhos. Não há, neste sentido, surpresas desagradáveis dos pais em relação aos filhos no final do ano com uma possível reprovação, pois os pais dos alunos que apresentam dificuldades já estão cientes do que ocorre na escola. Muitas vezes, neste processo, há a necessidade de convocar a rede de proteção, especialmente a Saúde, o Conselho Tutelar e os órgãos de segurança. Projetos conjuntos com estas instâncias têm sido realizados em nossa comunidade.

Há também, preocupação com as disciplina e com o bem estar dos alunos. Analisamos que alguns dos problemas disciplinares estão relacionados à inadequação idade/série, pois os alunos maiores além de exercerem certa influência sobre os menores, sentem-se deslocados em relação ao restante da classe. Nossa escola promove, então, projetos de reclassificação, o que, além de elevar a auto-estima do aluno, serve de motivação aos demais colegas. Obviamente estabelecemos um criterioso sistema de análise e seleção dos alunos, tendo como parâmetro o aproveitamento atual e as condições que levaram o aluno a serem retidos em determinadas séries, bem como a possibilidade de que o aluno seja capaz de apreender os conteúdos da série para o qual esta sendo promovido.

Esta preocupação com o bem estar se amplia até à merenda escolar. Nossas cozinheiras procuram preparar o melhor lanche para as crianças, pois estão cônscias de que algumas das crianças têm sua primeira refeição na escola. O lanche é servido nas salas de aula, o que permite que o recreio seja destinado unicamente ao lazer, evitando uma série de problemas tais como filas e atritos por causa dos lanches servidos.

Por sobre todas as praticas escolares, nossa preocupação é que os alunos se apropriem dos conteúdos que são relevantes para sua formação intelectual, para sua maneira de ver a vida criticamente, com condições de análise da realidade, para a superação dos limites impostos por uma sociedade cindida em classes e que, cujas forças de uma minoria privilegiada atuam no sentido de permanência e alienação das classes desfavorecidas. Ainda segundo Duarte (2003): A objetividade do conhecimento é que ele nos permite olhar a realidade para além de nossos olhares individuais”. A desigualdade se perpetua na manutenção das condições desiguais. Sem duvida, “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”.  (Paulo Freire)






I. Identificação da Unidade Educacional:



a)    Localização;



A Escola Municipal Elvira de França Buschmann está localizada no município da Araucária. Situado na Região Leste do Estado do Paraná e integrado à Região metropolitana de Curitiba, o município possui uma área de abrangências  de 466.096 Km2, sendo 89.246 Km2 de área urbana e 376.085 Km2 de área rural. Possui uma população de 88.384 habitantes (IPARDES – 1999).

Limita-se ao norte com Campo Largo, ao nordeste Campo Largo e Curitiba, a leste Curitiba, a sudeste Fazenda Rio Grande, Mandirituba, Quitandinha e Contenda, ao sul e sudoeste com Contenda, a oeste Contenda e Balsa Nova, e a noroeste Balsa Nova e Campo Largo.

Situa-se à 857 metros do nível do mar e possui clima temperado. É banhado pelos rios Iguaçu, Barigüi, Verde e Passaúna ( que abastece a cidade).

 A população atual é formada por descendentes dos primeiros habitantes da região (luso – brasileiros, índios e negros), por descendentes de imigrantes poloneses, italianos, ucranianos, sírios, judeus, ingleses, franceses, alemães e japoneses, e por migrantes vindos do próprio Estado do Paraná e de outros estados brasileiros.

As atividades econômicas do município estão ligadas basicamente à indústria e à agropecuária. Atualmente, no parque industrial do Município estão estabelecidas mais de uma centena de indústrias, desde área petroquímica, com empresas do porte de uma Petrobrás, até industrias menores, como a fábrica de bebidas Lech.

Na agropecuária o município produz batata – inglesa, milho, cebola, feijão, cevada, mandioca e soja. Na área da fruticultura, destaca-se pela produção de maçã, pêssego, pêra e melancia. Apresenta importância ainda na produção de ovos, galinhas e frangos de corte.



Referências:



PORTES, Leôncio  B. - Araucária: A exclusão do campo, um mal para a cidade - Editora Gráfica Popular – Pág. 16;



ARAUCÁRIA. Agricultura e Industria: A memória do trabalho em Araucária – Coleção História de Araucária – Museu Tingui – Cuera – vol. 1 –  2ª edição -  Editora Gráfica Vicentina Ltda – Pág. 09 

    


1.2.        A ESCOLA

A ESCOLA MUNICIPAL PROFESSORA ELVIRA DE FRANÇA BUSCHMANN – Educação Infantil e Ensino Fundamental, está situada à rua Uirapuru, 228 , Capela Velha, Jardim Ipês, CEP 836706-070, Telefones: 3901-5353 sob a resolução numero 1997/91 conforme Diário Oficial do Estado de 25-06-91.


 
b)   Histórico;



Antes de 1991, a comunidade do Jardim Ipês já sentia a necessidade de uma Escola que atendesse suas crianças, pois boa parte dos alunos tinha que se deslocar para outros bairros mais distantes pela falta de vagas nas escolas mais próximas.

Depois de muitas reivindicações, o prefeito da época, o senhor Albanor José Ferreira Gomes, junto com sua equipe, atendeu a população construindo uma escola que atendesse o bairro. Para isso tiveram que encontrar um terreno. Porém o único disponível foi um muito úmido, que precisou de aterro para ser utilizado.

Ao término da obra, houve a inauguração da referida Escola, no dia 27 de setembro de 1991, recebendo o nome da Professora Elvira de França Buschmann, com a intenção de homenageá-la, por ter sido ela uma educadora muito dedicada do município de Araucária.

       Assim a professora Elvira de França Buschmann passou a ser a patrona da nova Escola.  Nascida em 13 de março de 1894, a professora faleceu em 02 de abril de 1988, aos 94 anos de idade. Durante o tempo que lecionou, preocupou-se muito em transmitir para seus alunos uma consciência ecológica, mesmo tendo vivido numa época onde o verde ainda era abundante, talvez sua preocupação com o futuro já estivesse prevendo a destruição do nosso meio ambiente.

Era, sem dúvida, uma defensora da natureza.



GESTÃO 1991/1992




No ano de 1991, foi inaugurado o prédio da Escola Municipal Professora Elvira de França Buschmann  (27/09), conforme diário oficial de 25 de junho de 1991, sob a gestão do prefeito Albanor José Ferreira Gomes e Edivino Kampa, tendo como diretora indicada a professora Aurora Aparecida Antunes Miranda, então a escola passou a funcionar com quatro salas de aula, atendendo alunos de 1ª à 4ª série do 1º grau, com um período intermediário para poder atender a demanda do bairro.

Neste ano, o quadro de funcionários contava com: cozinheiras, serventes, estagiária na secretaria, professoras de 1ª à 4ª série e RMD (Regente de Modalidade Diferenciada Educação Física e Educação Artística).

No ano de 1992  houve a  eleição de diretores no município de Araucária, sendo eleita para este estabelecimento a professora Aurora Aparecida Antunes Miranda como Diretora e Lízia Satie Kato como Diretora - Auxiliar, gestão (93/94), eleita pela comunidade escolar para a Direção da Escola.



GESTÃO 1993/1994

- professora Aurora Aparecida Antunes Miranda como Diretora e Lízia Satie Kato como Diretora - Auxiliar

Nesta Gestão houve a ampliação da Escola com a construção de mais quatro salas solicitadas de aula no ano de 1992. Em 1993 nova ampliação ficando a escola com de mais três salas de aula. Também foi implantado o Projeto Geração Latinha, o qual tinha a finalidade recolher do ambiente e  reciclar as latas em parceria com a Siderúrgica Guaíra.

No ano de 1993 foi realizada também a 1ª Caminhada Ecológica a qual seria realizada de dois em dois anos, com o objetivo de conscientizar os alunos e moradores do bairro.

Nesta gestão teve o Projeto Abrace a Escola, com a finalidade de reorganizar o pátio do estabelecimento, por meio desse projeto, foram instalados bancos de eucalipto bem como colocado lixeiras, também foi efetuada a limpeza da grama e plantadas árvores e arbustos.

No ano de 1994 aconteceu a I Exposição de Fotos , com o tema “Você faz parte desta História”, esta exposição contou com a participação da SMED , SMMA, Parnaplast, Imcopa, Siderúrgica Guaíra, Cezar Trauczynski, pais e alunos, bem como funcionários da Escola.

Em 1994, aconteceu a 2ª eleição para a direção da escola, sendo eleita a professora Lizia Satie Kato como Diretora e Maria Aparecida Marinho Grassi como Diretora – Auxiliar  (gestão  1995/96 ).



GESTÃO 1995/1996

- Lizia Satie Kato como Diretora e Maria Aparecida Marinho Grassi

No ano de 1996 foi implantada a Pré Escola (Jardim III), pelo decreto 12.821/96. A Escola passou a denominar-se Escola Municipal Professora Elvira de França Buschmann - Educação Pré Escolar e 1º Grau.

Neste ano foi desenvolvido o Projeto Patrulha Ecológica que tinha por finalidade distribuir mudas de árvores nos bairros vizinhos, escolas e creches, objetivando conscientizar a população quanto ao plantio de árvores mostrando a importância de se preservar o Meio  Ambiente.

Durante este ano ocorreu a 2ª Caminhada Ecológica.

Neste ano se deu o início da participação da Escola no Projeto de Qualificação Pedagógica.

Em 1996, aconteceu a 3ª eleição para diretores, sendo eleita para Diretora Maria Aparecida Marinho Grassi e como Diretora – Auxiliar Márcia Regina Araújo Partica, Gestão (1997/98).



GESTÃO 1997/1998

- Diretora Maria Aparecida Marinho Grassi e como Diretora – Auxiliar Márcia Regina Araújo Partica

Em 1997 foi implantado o Projeto de Divisão por Área do Conhecimento das 3ª e 4ª séries

Nesta gestão foi realizada uma atividade extra classe denominada “Ipês no Ipês” que teve  por finalidade plantar mudas de Ipê Roxo e Amarelo no bairro.

Em junho de 1998 alunos e professores da Escola Elvira participaram do Fórum Infanto Juvenil do Meio Ambiente

Todo material produzido pela escola sobre Educação Ambiental ficou exposto na Secretaria Municipal do Meio Ambiente.

No decorrer do ano de 1998, houve continuidade do Projeto Patrulha Ecológica, com a finalidade de conscientizar os alunos pais e moradores do bairro sobre a importância do meio ambiente, neste projeto foram distribuídos mudas de árvores azaléias e hortênsias pelo bairro. Também foram utilizados balões com pacotinhos de sementes, que foram soltos no ar, para que as mesmas fossem distribuídas por locais mais distantes da Escola.

No decorrer do ano de 1998 realizou-se a 3ª Caminhada Ecológica.

A partir de 1998 a Escola passou a ser denominada Escola Municipal Professora Elvira de França Buschmann Educação Infantil e Ensino Fundamental, neste ano também foi solicitado a prorrogação de Autorização de Funcionamento da Pré Escola.

No mesmo ano a Escola começou a ofertar aulas no turno da noite para jovens e adultos através do  PEBJA, administrado pelo município e o PAC, administrado pelo Estado.

Ainda nesse ano foi implantada na Escola a Proposta Pedagógica de Aceleração da Aprendizagem no Ensino Fundamental (Acelera Brasil) aprovado pelos pareceres n.º 393/98 – CEE e 535/98 – CEE, pelo período de dois anos.

No ano de 1998 houve a 4ª eleição de diretores em que foram eleitas a professora Claudia Terezinha Hass como Diretora e a pedagoga Rosilda Lidia Rudek Zanin como Diretora - Auxiliar, gestão (99/2000).



GESTÃO 1999/2000

- Professora Claudia Terezinha Hass como Diretora e a pedagoga Rosilda Lidia Rudek Zanin como Diretora - Auxiliar

Em 2000 foi implantada na Escola a Sala de Recursos e Apoio Pedagógico destinada ao atendimento de alunos que apresentavam dificuldades, tanto deste estabelecimento como de escolas municipais da região adjacente.

A secretaria da escola foi informatizada, implantado-se computador, impressora e scanner de mesa, equipamentos  utilizados para o Sistema Escola e apoio pedagógico.



GESTÃO 2001/2002



Márcia Regina Araújo Partica e Cristina Maria Peixoto Berbet



GESTÃO 2003/2005

Márcia Regina Araújo Partica



GESTÃO 2006/2007

Ângela Maria Satler

2007 -Implantação do Ensino Fundamental de nove anos, determinação legal.



GESTÃO 2008/2009

Marilene do Rocio Ribeiro e Cristiani Santana dos Santos

2008 – Reforma do prédio de alvenaria, ampliação de duas salas aulas.

2009 - Início do atendimento de alunos dos alunos das séries finais do Ensino Fundamental ainda com documentação vinculada à Escola Municipal Senador Marcos Freire



GESTÃO 2010/2012

Elisangela Cristina Taborda da Silva e Kátia Regina Paloma

2010 – Regulamentado o atendimento às séries finais do Ensino Fundamental. 




II – Princípios, fins e objetivos;


a) Princípios:

O Estabelecimento Escolar busca oferecer aos seus alunos, ensino com base nos seguintes princípios emanados da Constituição Federal:

I – Igualdade de condições para acesso e permanência na Escola;
II – Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber;
III – Pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas;
IV – respeito à liberdade e apreço à tolerância;
V – Coexistência de instituições pública
s e privadas de ensino;
VI – Gratuidade do Ensino Público em estabelecimentos oficiais;
VII -  Valorização da educação escolar;
VIII – Gestão democrática do ensino público;
IX – Garantia do padrão de qualidade;
X – Valorização da experiência extra-escolar;
XI – Vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais;
XII – Promover o desenvolvimento integral da criança em seus aspectos físicos, psicológicos, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade;
XIII – Proporcionar condições adequadas para promover o bem estar da criança, seu desenvolvimento físico, motor e intelectual, emocional, moral e social, a ampliação de suas experiências e estimular o interesse da criança pelo processo do conhecimento do ser humano, da natureza e da sociedade.

b) Fins:

De acordo com o Regimento Escolar da Escola Municipal Professora Elvira de França Buschmann, aprovado em 14 de novembro de 2003, “ o estabelecimento de ensino, tem por finalidade, atendendo ao disposto nas Constituições Federal, Estadual, Lei Orgânica do Município e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, ministrar os níveis de Educação Infantil, Ensino Fundamental nas séries iniciais de 1ª a 4ª série e o serviço de Apoio Especializado – Sala de Recursos, observadas, em cada caso, as legislações e as normas específicas aplicáveis.” (pág. 06) Entretanto, no momento é necessária a alteração do Regimento, posto que, a partir de 2010, a Escola Elvira de França Buschmann passou também a atender, no período da manhã, as séries finais do Ensino Fundamental. Outra alteração diz respeito ao encerramento das turmas de Educação Infantil neste estabelecimento de ensino, bem como, o ingresso de alunos com 6 anos de idade, no primeiro ano / série devido ao atendimento do Ensino de 9 anos, conforme alteração na LDB nº 9394/96.
           

c) Objetivos:

            A escola que defendemos é aquela capaz de garantir uma educação voltada para o interesse da maioria da sociedade, uma educação que prepare as pessoas para construir coletivamente um projeto de inclusão e de qualidade social para o país. Portanto, são objetivos da Escola Municipal professora Elvira de França Buschmann, conforme o Regimento Escolar:
1. Garantir o acesso e a permanência de toda a clientela na idade escolar;
2. Garantir a Gestão Democrática da Escola;
3. Estabelecer diretrizes na busca de uma política educacional progressista e transformadora.



III – Concepções: sociedade; educação; gestão; planejamento; formação continuada; currículo; ensino-aprendizagem; metodologia; avaliação;


a)    Concepção de Educação e Sociedade


A educação é um ato de amor, por isso um ato de coragem. Não pode temer o debate. A análise da realidade. Não pode fugir à discussão criadora, sob pena de ser uma farsa.
Paulo Freire


A Proposta Pedagógica da Escola Professora Elvira de França Buschmann, em conformidade com as Diretrizes Curriculares do Município de Araucária, busca fundamentação em uma concepção progressista de educação baseando-se nos princípios da Pedagogia Histórico-Crítica. Nesta compreensão, o papel da educação precisa ser entendido e discutido levando em conta sua articulação com o contexto do qual participa, ou seja, a contextualização da mesma no interior da sociedade capitalista em que estamos inseridos. A este respeito desenvolvemos a seguir algumas reflexões...
Nossa sociedade tem sofrido diversas transformações ao longo dos anos. Desde os primeiros grupos sedentários, ocorrem modificações nas relações sociais baseadas, essencialmente, no trabalho. As relações de trabalho sob o contexto da sociedade capitalista dividem a sociedade entre aqueles que produzem e os que usufruem dessa produção. Manuel Castells escreveu:


Um mundo novo está tomando forma neste fim de milênio. Originou-se mais ou menos no fim dos anos 1960 e meados da década de 1970, na coincidência histórica de três processos independentes: revolução da tecnologia da informação, crise econômica do capitalismo e do estatismo e a consequente reestruturação de ambos; e apogeu de movimentos sociais culturais, tais como libertarismo, direitos humanos, feminismo e ambientalismo. A interação entre esses processos e as reações por eles desencadeadas fizeram surgir uma nova estrutura social dominante, a sociedade em rede; uma nova economia, a economia informacional/global; e uma nova cultura, a cultura da virtualidade real. A lógica inserida nessa economia, nessa sociedade e nessa cultura está subjacente à ação e às instituições sociais em um mundo interdependente.[1]


Esse mundo interdependente, globalizado, informatizado, trouxe novas formas de exclusão. A exclusão digital, por exemplo, marca como em toda história, por mais que ocorram descobertas e avanços tecnológicos, que se não houver uma preocupação direta com o ser humano, muitos serão excluídos; e já o são, no que diz respeito ao acesso aos bens materiais e à cultura produzida. Enquanto o foco for o capital, o lucro, a produção, haverá exclusão. Justamente por não haver uma preocupação direta com o ser humano no processo regido pelo capitalismo a sociedade mudou de tal forma e com tamanha velocidade que muitas instituições sociais, como a educação, não acompanharam estas transformações.
Na escola sentimo-nos despreparados para receber o fruto desta nova sociedade, a qual, por sua vez, não está preparada para usufruir de forma responsável destes avanços e de liberdades conquistadas.
Segundo Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins[2],

De fato, a década de 1960 nos faz lembrar os movimentos de liberação sexual defendidos nas comunidades hippies, a luta pela emancipação feminina e o estopim da revolução estudantil de maio de 1968 na França. Por sua vez, o movimento feminista foi rompendo pouco a pouco a proeminência do patriarcalismo, que predominou desde sempre na sociedade androcêntrica, isto é, centrada no poder masculino. A luta das mulheres, porém, está inserida em um panorama mais amplo de defesa dos direitos humanos, no qual outros grupos, como negros, indígenas e gays, defendem um espaço de liberdade de expressão.
A conscientização das mulheres sobre seus direitos e sua inserção no mercado de trabalho veio provocar a crise da família patriarcal,  de modo que o modelo tradicional vem sendo paulatinamente substituído por diversas composições possíveis de relacionamento familiar.
Outro polo de reivindicação é o de inúmeros movimentos ambientalistas que, diante do velho orgulho do ser humano 'senhor da natureza' e 'defensor do progresso a qualquer custo', contrapõem a necessidade de respeitar a natureza, preservando-o por meio do desenvolvimento sustentável.
Esses movimentos de reivindicação e emancipação não nos devem dar a ilusão de homogeneidade dos comportamentos: ao contrário, o mundo contemporâneo encontra-se fendido por contradições, perplexidade diante do novo e ameaças de retrocesso pela recusa de abandonar os velhos costumes e poderes.


Mudou o conceito de família, de casamento, a forma como se enxerga quem é o jovem de hoje e, na escola, estamos, entre a luta pelo resgate de modelos do passado e a dúvida do novo.
Tudo isso nos revela que a sociedade não é estática, e exatamente por não ser estática esta sociedade reluta em aceitar algo como inevitável ou historicamente dado, pois os homens ‘fizeram”  suas relações, portanto podem modificá-la. Nesse sentido, o historiador Peter Burke questiona: “Quem são os verdadeiros agentes na história, os indivíduos ou os grupos? Será que eles podem resistir com sucesso às pressões das estruturas sociais, políticas ou culturais?[3] Logo, pensamos que vivendo dentro de uma sociedade, homens e mulheres se reconhecem como agentes da história e podem ser agentes de transformação.
      A sociedade deve privilegiar a participação de todos nas decisões que afetam a coletividade, de forma democrática - uma democracia de fato e não apenas no momento do voto. Uma democracia participativa, agregadora, onde todos assumam a postura de sujeitos das decisões e não ajam apenas em prol de interesses particulares. Porém Gadotti e Romão (2002) apontam para o fato de que:

A dificuldade de participação popular nos processos decisórios das diversas instâncias políticas decorre, não de seu absenteísmo, ataraxia ou apatia em relação aos negócios públicos, mas de obstáculos construídos e colocados a sua frente pelos que querem ter o monopólio da decisão.”[4]


            Dessa forma, embora se lute por uma sociedade mais democrática, as vias para sua conquista acabam sendo dificultadas.
            Nesta perspectiva democrática procura-se pensar na distribuição justa dos bens socialmente produzidos, o que impediria a exclusão social. Uma nova relação do homem com o homem, sem discriminações contra as minorias ou as diferenças, numa perspectiva de que estas compõem o todo. Para que isto aconteça é necessário que ocorram mudanças. Estas mudanças devem ser acompanhadas de uma nova perspectiva da exploração do meio ambiente e uma nova relação dessa sociedade com este, pois os homens sempre tiveram de escolher entre submeter-se à natureza ou submeter a natureza ao eu[5], e por isso se faz imprescindível pensar essa relação dentro de uma sociedade democratizada e não apenas sob a ótica do capitalismo.
Para enfrentar este novo desafio a educação precisa dar um direcionamento a formação da sociedade que desejamos. Um passo que, na escola pública já podemos dar, conscientes de nossa inserção no mundo capitalista, é a opção para a formação humana voltada para o mundo do trabalho. A formação do sujeito/trabalhador integral no contexto da importância de se olhar também para o ser humano, neste meio que visa apenas a obtenção do lucro. Segundo Gramsci[6] “a escola é um instrumento para elaborar os intelectuais de diversos níveis” e nos indaga: “os intelectuais constituem um grupo social autônomo e independente ou cada grupo social possui sua própria categoria especializada de intelectuais?”
Nesta perspectiva, Gramsci afirma que existem dois tipos de intelectuais: o intelectual tradicional, aquele que possui respeito na sociedade devido às suas funções, formados para serem intelectuais, como por exemplo, o padre, o professor, o médico, etc.  e o intelectual orgânico, que é aquele criado por uma classe social e age em favor dela, aquele que possui um conhecimento erudito, mas que mantém laços com a sua origem, há um comprometimento com a sua classe.
Importa destacar que a educação é uma forma de trabalho não-material, pois está atrelada às idéias, conceitos, valores, símbolos, hábitos, atitudes e habilidades. Dessa forma, o produto desse trabalho, diferentemente da produção material, não consiste em algo corpóreo. Sendo assim, a educação parte da interação entre educador e educando, indispensável na construção desse processo.
Importa destacar que essa interação compreende a identificação dos elementos culturais que precisam ser assimilados pelos indivíduos da espécie humana para que se tornem humanos e de outro lado à descoberta das formas mais adequadas para atingir esse objetivo (metodologia).
Concluindo, nossa proposta pedagógica se fundamenta na compreensão da natureza da educação, enquanto um trabalho não-material, cujo produto não se separa do ato de produção. E, nesse sentido, entendemos que ensinar e aprender são as duas faces de um mesmo processo. O ensino só se realiza plenamente se o aluno se apropriou dos conhecimentos trabalhados. É papel da escola organizar adequadamente os meios para que o processo ensino- aprendizagem se efetive com qualidade.

            Professores relatores (2010):  
Arlete Fontoura Ribeiro
Ineide Gonçalves Batista
Jocilene dos Santos Xavier
Josiel dos Santos Lima
Marcos Fernandes Rute
                                                          
b)   Concepção de Gestão
        
Neste texto buscamos destacar a idéia de que a gestão democrática da escola pública de qualidade está relacionada com a questão da construção de formas de participação de todos os segmentos da escola na gestão educacional. Para tal, buscamos indicar exemplos de ações institucionalizadas que implicam em participação, pois estas podem contribuir para o avanço da cultura da participação, tanto na escola, quanto na sociedade.
Nesta perspectiva, entende-se que é importante fortalecer uma cultura da participação, ou seja, a modalidade de, coletivamente, elucidar problemas e buscar alternativas para a superação dos entraves, consolidando a gestão democrática no seio da escola pública.
Neste sentido, conforme Mendonça (2000, p. 92):

A luta pela democratização dos processos de gestão da educação no Brasil está relacionada aos movimentos mais amplos de redemocratização do país e aos movimentos sociais reivindicatórios de participação. Na sua especificidade, porém, esta luta está também e         particularmente vinculada a uma crítica ao excessivo centralismo administrativo, à rigidez hierárquica de papéis nos sistemas de ensino, ao superdimensionamento de estruturas     centrais e intermediárias, com o consequente enfraquecimento da autonomia da escola como unidade da ponta do sistema.

É inegável que nas últimas décadas a caminhada em direção a uma Gestão Democrática da escola pública deu enormes passos, como coloca Arroyo (1995 p. 232):
       
Temos que mostrar às elites que a seu contragosto o direito à educação e à cultura está muito mais próximo de ser garantido do que nos tempos em que tiveram a hegemonia, que as forças democráticas foram mais competentes em poucas décadas do que eles em séculos para criar espaços públicos de direitos.

Queremos, pois, continuar esta caminhada, muitas vezes penosa, mas que seguramente irá nos proporcionar grandes conquistas no campo da educação. Parece-nos claro que para isso devemos buscar uma democracia onde todos tenham voz e vez, onde se respeitem as diferenças e as peculiaridades de cada escola. A democracia é um princípio, desta forma, a participação deve ser uma das prerrogativas de toda ação que se propuser ser democrática. Assim sendo, a educação deve ser entendida como um bem público. Colocar a educação a serviço de interesses de uma minoria é impedir que a escola seja realmente um espaço democrático. Portanto, uma das principais medidas de democratização, no plano escolar, reside na criação de estruturas participativas de organização.  Por outro lado, lembramos que  a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, 9394/96 estabelece a Gestão Democrática do Ensino[7] que "concede autonomia" pedagógica, administrativa e financeira às escolas, se torna inócua se os principais interessados, que compõem a comunidade educativa, não sabem o significado político da autonomia, a qual não é dádiva, mas sim uma construção contínua, individual e coletiva que de forma concreta, voltada para dentro da escola e para além dela, poderá contribuir com o seu processo de crescimento e mudança.

PROPOSTAS DE MUDANÇAS:

O principal instrumento da gestão democrática está situado no Conselho Escolar, órgão gestor máximo da unidade escolar e que, juntamente com a APPF devem se inteirar das questões escolares e atuar na construção da escola desejada e necessária para a comunidade. Fortalecer o Conselho Escolar e a APPF de modo a torná-los ativos na escola é o ponto de partida para a democratização escolar. Nestes termos, o Conselho Escolar e a Associação de Pais, Professores e Funcionários – APPF, são canais que devem contribuir para democratizar a gestão escolar, incentivando e possibilitando o aumento da participação efetiva dos pais na vida escolar, bem como a própria conscientização sobre cidadania e dignidade.
São três tipos de  medidas   que  visam  a  maior  participação  dos  usuários  da   escola, ou seja mecanismos  coletivos  de  participação :
            Os dados analisados sobre o relacionamento dos pais com a escola parecem estar marcados por uma série de fatores, desde o cuidado natural dos pais com a criança, preocupação com o que ocorre com a criança no ambiente escolar, até as questões relacionadas com a classe social de origem e o caráter de assistência social da escola, problemas de carências e de saúde que afetam os alunos e sua aprendizagem.
 1ª Formação da “Escola de Pais”, uma  formação continuada  dirigida  aos  pais  e  responsáveis, com  palestras, debates,  orientações para  a  formação  familiar, assim  os pais  poderão  atuar  ativamente  na  escola, auxiliando  os  profissionais  da  educação  na  formação  do  educando. Sabemos que, uma boa base familiar auxilia o  sucesso  acadêmico  do  aluno.
   Com relação à participação do corpo discente nas decisões escolares, acreditamos na implantação de um novo modelo de administração escolar, situando-os na esfera dos processos decisórios da escola, e que auxiliem na resolução de problemas, como conservação da estrutura física do prédio escolar.
2ª Eleição e formação do Representante de turma e do Grêmio Escolar. A autonomia do educando se dará a partir do momento que ele conheça a importância de seu papel no âmbito escolar. Para tanto são necessários formação contínua e debates a respeito da organização da escola. Mostrar ao  educando  o  que é, o que  faz  um Grêmio Escolar ou o representante de turma, a metodologia e o significado da eleição de seus  representantes, com base  propostas  de  atuação a serem cumpridas durante o ano letivo e o papel de cada representante no processo educativo..
    O trabalho coletivo tem sido apontado por pesquisadores e estudiosos como o caminho mais profícuo para o alcance das novas finalidades da educação escolar, porque a natureza do trabalho na escola que é a produção do humano, é diferente da natureza do trabalho em geral na produção de bens materiais. No entanto, reconhece-se, de um lado, que o trabalho coletivo não é tarefa simples.
3ª Conselho de classe participativo: permanecer  com  a  estrutura  de  2  reuniões  anuais, uma  no  1º trimestre  e  outra  no 2º trimestre, com  o  envolvimento  de  todos  os  segmentos:  pais, alunos, professores, diretor  e equipe pedagógica da escola. Mostrando aspectos positivos do trabalho didáticos, projetos desenvolvidos pela  turma, e  possibilidades  de  parcerias  entre pais  e  professores  para  o  sucesso  acadêmico  do  educando.   

ARROYO, M. 1995. Qualidade na Educação. Paixão de Aprender, 9. Porto Alegre, SMED– Dezembro, 89 p.

MENDONÇA, E.F. 2000. A Regra e o Jogo: Democracia e Patrimonialismo na Educação Brasileira. Campinas, FE/UNICAMP, 475 p.

PARO, Vitor Henrique. Gestão democrática da escola pública. São Paulo: Ática, 1997.


Professores relatores (2010):

Aparecida de Jesus Sigolo Vieira
Gisele Ribeiro Preto
Madalena Setlik
Vilma Borba


 
c)    Concepção de Planejamento


Entendemos que o Planejamento Educacional é "processo contínuo que se preocupa com o 'para onde ir' e 'quais as maneiras adequadas para chegar lá', tendo em vista a situação presente e possibilidades futuras, para que o desenvolvimento da educação atenda tanto as necessidades da sociedade, quanto as do indivíduo" (PARRA apud SANT'ANNA et al, 1995, p. 14).
Nesta direção, destacamos também o que afirma Vasconcellos (1995, p. 53), para quem "o planejamento do Sistema de Educação é o de maior abrangência (entre os níveis do planejamento na educação escolar), correspondendo ao planejamento que é feito em nível nacional, estadual e municipal", incorporando as políticas educacionais. Assim, compreendemos que existem diferentes níveis de planejamento, desde o âmbito federal, passando pelo estadual, municipal, até o planejamento da escola (plano de ação, de gestão) até o planejamento da aula, de cada disciplina específica.
Gostaríamos de ressaltar que planejar, em sentido amplo é um processo que "visa a dar respostas a um problema, estabelecendo fins e meios que apontem para sua superação, de modo a atingir objetivos antes previstos, pensando e prevendo necessariamente o futuro", mas considerando as condições do presente, as experiências do passado, os aspectos contextuais e os pressupostos filosóficos, culturais, econômicos e políticos de quem planeja e com quem se planeja. (idem, 2001, p. 63). Lembramos também que planejar é uma atividade que faz parte da natureza da educação e esta tem como características básicas: evitar a improvisação, prever o futuro, estabelecer caminhos que possam nortear mais apropriadamente a execução da ação educativa, prever o acompanhamento e a avaliação da própria ação. Assim, o ato de planejar e de avaliar constantemente, andam de mãos dadas.
Dentro do planejamento em geral podemos destacar as especificidades do Planejamento Escolar que envolve desde o planejamento global da escola, envolvendo o processo de reflexão, de decisões sobre a organização, o funcionamento e a proposta pedagógica da instituição, até o plano de aula. "É um processo de racionalização, organização e coordenação da ação docente, articulando a atividade escolar e a problemática do contexto social"  (LIBÂNEO, 2001, p. 221).
 Na Escola Municipal Professora Elvira de França Buschmann assumimos a compreensão de que a perspectiva da gestão democrática da educação e da escola pressupõe o planejamento participativo como concepção e modelo de planejamento. O planejamento participativo deve, pois, enquanto metodologia de trabalho, constituir a base para a construção e para a realização do Projeto Político-Pedagógico da escola (Silva, 2010, p. 3).
             Destacamos que o planejamento participativo não possui um caráter meramente técnico e instrumental, à medida que parte de uma leitura de mundo crítica, que apreende e denuncia o caráter excludente e de injustiça presente em nossa realidade. As características de tal realidade, por sua vez, decorrem, dentre outros fatores, da falta ou da impossibilidade de participação. Nessa perspectiva, a participação se coloca como requisito fundamental para uma nova educação, uma nova escola, uma nova ordem social, uma participação que pressupõe e aponta para a construção coletiva da escola e da própria sociedade. O planejamento participativo na educação e na escola traz consigo, ainda, duas dimensões fundamentais: o trabalho coletivo e o compromisso com a transformação social. (Silva, 2010, p. 4).
A respeito da forma de sistematizar o planejamento, sugerimos como modelo a ser desenvolvido em nossa escola a elaboração de um quadro que contenha:

a)    TEMA : conteúdo a ser trabalhado;

b)    AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA: Através de atividades pré-estabelecidas para o fim de verificar qual é a prática social inicial em que estão envolvidos os alunos no que se refere ao conhecimento que será desenvolvido: O que já sabem a respeito do assunto?

c)    PROBLEMATIZAÇÃO; Porque estudar determinado conteúdo/assunto? Etapa em que se desperta o interesse dos alunos – busca de combinar os interesses do sujeito com  os interesses do coletivo ( aluno / turma / sociedade). De modo geral podemos dizer que o professor deve apresentar o objeto de estudo através de um problema instigante.

d)    INSTRUMENTALIZAÇÃO - CONHECIMENTO CIENTÍFICO;
           Nesta etapa é organizada a mediação a ser realizada pelo professor – as atividades planejadas objetivam apropriação e elaboração de conceitos científicos:
                 *discussão sobre o que é conhecido a respeito do tema, com alguns subsídios externos;
                 *processo de concretização em nível individual;
                 *atribuição de sentidos pessoais.
                  * seleção de textos, atividades, vídeos, informações, e outros, que possam contribuir com o aprendizado dos alunos.

                      
e)    PRÁTICA SOCIAL FINAL:
            Proposta de recriação ou de culminância em relação ao que foi trabalhado;
            Ações que concretizam o que sabe sobre o conhecimento apreendido;
            Modificação nas atitudes dos alunos e da comunidade em geral.
                       Aqui o professor pode prever a realização de alguma atividade que possibilite ao aluno perceber o que aprendeu, perceber o seu crescimento em relação ao momento inicial. Também podem propostos debates, discussões e exposição sobre aquilo que aprenderam.
Assim, concluímos destacando a fundamental importância do planejamento no ato educativo realizado pela escola. Planejar é próprio da ação humana, intencional, consciente e com finalidades definidas. É ainda mais importante e necessário quando tratamos da relação ensino-aprendizagem, pois ensinar não é algo espontâneo, natural ou ocasional. Também ressaltamos que indicar a necessidade de planejamento não significa acreditar que ele é fixo e imutável. O planejamento é flexível e precisa se adequar às transformações pelas quais passa constantemente o conhecimento e a própria sociedade em que a escola está inserida.

REFERÊNCIAS

GANDIN, Danilo.      A Posição do Planejamento Participativo entre as Ferramentas de Intervenção na Realidade. In: Currículo sem Fronteiras: Instituto Latino-americano de Planejamento Participativo, Porto Alegre, v.1, n.1, pp.81-95, Jan/Jun.  link: http://www.curriculosemfronteiras.org/vol1iss1articles/gandin.pdf

LIBANEO, J.C. Organização e gestão escolar: teoria e prática. Goiânia: Editora
Alternativa, 2001

SILVA, Marcelo Soares Pereira da. Planejamento e Práticas da Gestão Escolar.

SANT'ANNA, F. M.; ENRICONE, D.; ANDRÉ, L.; TURRA, C. M. Planejamento de ensino e avaliação. 11. ed. Porto Alegre: Sagra / DC Luzzatto, 1995.

VASCONCELLOS, C. S. Planejamento: plano de ensino-aprendizagem e projeto educativo. São Paulo: Libertad, 1995.




Professores relatores (2010):

Adauto José da Silva
Elaine Alzira Pedrotti
Luciana Maria Ribeiro
Maria Luiza Bueno Bahls
Priscilla da Cunha Cardozo
Suzana do Prado Bochoski




d)   Concepção de Formação Continuada

A formação continuada deve ser constante tendo em vista a valorização dos profissionais da educação, como processo que se efetiva desde a formação inicial e se estende por toda a vida profissional do professor. Essa formação compreende como objetivos, a permanente reflexão sobre a teoria e prática pedagógica, proporcionando alternativas viáveis para suprir necessidades cotidianas, como também a busca e interesse individual pela competência do profissional da área da educação.
De acordo com o texto “a formação continuada dos professores da escola pública: algumas possibilidades na organização do trabalho pedagógico (SOARES, 2007), o profissional da educação, após a formação acadêmica de qualidade, deve manter-se atualizado por se tratar principalmente de um trabalho não-material, pois se efetiva na relação subjetiva entre os seres humanos. Portanto, considerando a função social da escola sob a perspectiva da Pedagogia Histórico-Crítica (SAVIANI, 1991), destaca-se a importância do trabalho educativo que se realiza na escola pública.
Desta forma, citamos o Plano Municipal de Educação (2008), como respaldo legal: “o ser humano necessita, então, de uma formação que viabilize o desenvolvimento de um processo de compreensão, reflexão e análise crítica dessa realidade. Especialmente para o profissional da educação, no trabalho pedagógico que realiza, nas diferentes dimensões e em todos os níveis e modalidades de ensino”.
Haja vista, que nos últimos anos, a discussão sobre a Formação Continuada dos professores vem sendo valorizada nas reformas e políticas educacionais de modo geral, isto se faz necessário na demanda diversificada de novas tecnologias no mundo do trabalho, e especialmente no município de Araucária, conhecido como um dos principais pólos industriais do Estado do Paraná. Nesse processo de formação dos sujeitos, o professor é o elemento decisivo e mediador, no que diz respeito à qualidade e ao atendimento da necessidade dessa demanda de ensino.
A LDB prevê, também, em seu artigo 61, a Formação Continuada que a mantenedora (SMED) deve proporcionar aos profissionais da educação, contribuindo para a qualificação pedagógica da escola, como também a busca de cada profissional para a continuidade deste processo.
Os meios para exercer esse processo de formação podem ser:
- cursos, palestras e seminários;
- assessorias e estudos na hora atividade (na escola ou SMED);
- reuniões pedagógicas, conselhos de classe e reuniões do conselho escolar previstas em calendários e/ou extraordinárias.
No entanto, para que a Formação Continuada se otimize e que o profissional da educação esteja constantemente se atualizando em relação aos conhecimentos produzidos pela sociedade, implícita na função social da escola, faz-se necessário levantar questões sobre a prática cotidiana, estabelecendo um plano de ação (discutido e aprovado coletivamente) que efetive a aprendizagem, objetivando a formação humana.
No processo de formação continuada de professores também ressaltamos a importância do aperfeiçoamento e qualificação em relação aos avanços tecnológicos. Nessa direção é preciso que os professores aprendam e se atualizem em relação ao uso dos computadores, já que nossa escola tem uma sala de informática, o que pode enriquecer a realização de pesquisas, o compartilhar informações e conhecimentos. Assim, indicamos nesta Proposta Pedagógica a necessidade da oferta e realização de oficinas, pela mantenedora e pela própria escola, visando a preparação do professor como mediador em relação ao acesso de nossos alunos às novas tecnologias. Os objetivos deste foco da formação docente estão relacionados ao processo ensino-aprendizagem, principalmente no aproveitamento dos interesses da criança e do adolescente em relação ao uso do computador, que nem sempre é utilizado de forma produtiva pelos alunos em suas residências ou lan houses.
O professor necessita de formação também em relação às questões que afetam o dia-a-dia escolar na atualidade como a violência física e verbal, o bullying, o uso de drogas, a gravidez na adolescência, crises e conflitos existenciais desta faixa etária que corresponde ao processo de transição da infância para a adolescência. Além dessas questões, que tem permeado o trabalho docente no cotidiano escolar, cabe ressaltar a necessidade de formação e preparação dos professores para tratar de questões como orientação profissional, em relação aos alunos que terminam o Ensino Fundamental, discutindo com nossos alunos questões reais relacionadas ao mundo do trabalho em que estamos inseridos.

Referências:
SOARES, Kátia Cristina Dambiski Soares. A formação continuada dos professores   da Escola Pública. IN: Revista Chão da Escola, SISMMAC: Curitiba, 2007.

SAVIANI, Dermeval. Pedagogia Histórico Crítica: primeiras aproximações. Editora Autores Asociados, São Paulo, 1991.



Professores relatores (2010)
      Viviane Maria Cavichiolo
      Silvana Bilinski





e)    Concepção de Currículo


De maneira ampla pode-se definir currículo como o conjunto de conhecimentos ou conteúdos a serem apropriados pelos alunos dentro de um nível educativo ou modalidade de ensino; o currículo teria então relação direta com os resultados pretendidos no processo ensino-aprendizagem.
Na Escola Municipal Professora Elvira de França Buschmann pretende-se que o currículo esteja em constante reflexão para que a prática pedagógica não se distancie da realidade, assim o discurso, a teoria ou os conhecimentos devem estar sempre relacionados com a prática.
Cabe ao professor o papel de mediador no processo ensino-aprendizagem, sendo o projeto político pedagógico expressão do compromisso com a mudança social, objetivando uma sociedade plenamente democrática.
É importante ressaltar que esse currículo nunca é neutro, pois está sempre carregado de posicionamentos políticos e ideológicos;
Na perspectiva histórico-crítica de educação os conteúdos estruturantes são os conhecimentos, conceitos, teorias ou práticas que identificam e organizam os campos de estudo de cada disciplina. O currículo retrata a escolha dos conteúdos a serem desenvolvidos no ensino-aprendizagem, acompanhando a evolução, vivência do aluno, considerando seus saberes, levando em conta as particularidades de cada grupo.
Segundo Dermeval Saviani (2005): “Currículo é conjunto das atividades nucleares desenvolvidas pela escola”. Atividade nuclear da escola é a transmissão dos instrumentos de acesso ao saber elaborado. Temos que evitar confundir as atividades secundárias com a principal, para que não ocorra do secundário tomar lugar do que é principal, deslocando-se em conseqüência, para o âmbito do acessório aquelas atividades que constituem a razão da escola.
Assim, é preciso que os conteúdos selecionados para o ensino permitam conhecer a realidade de que fazemos parte, buscando o que é essencial na formação do nosso aluno como sujeito-histórico. Ou seja, a busca da superação do conhecimento do senso-comum para um conhecimento elaborado, científico.
O currículo não é algo permanente e neutro, pode sofrer mudanças de acordo com as transformações sociais, apresenta ideologias, privilegiando determinados conhecimentos em detrimento de outros, expressa uma cultura e está inserido em um contexto social.
Segundo Michael Apple (2002): currículo tem origem em uma tradição de longa data nas tentativas de definir uma educação democrática; em movimentos passados de reforma democrática do currículo e nos esforços para transmitir, nas escolas o “conhecimento de todos nós”, em vez de somente o conhecimento da elite.

A organização social curricular consiste, portanto, no conjunto de atividades desenvolvidas pela escola, na distribuição das disciplinas e áreas de estudo (as matérias ou componentes curriculares), por série, grau, nível, modalidade de ensino e respectiva carga-horária – aquilo que se convencionou chamar de “grade curricular”. Compreende também os programas, que dispõem os conteúdos básicos de cada componente e as indicações metodológicas para o seu desenvolvimento. (SAVIANI, p.02)

Currículo é um elemento constitutivo da organização escolar, implica interação entre sujeitos que tem o mesmo objetivo e a opção por um referencial teórico que o sustente. Constitui como elemento central do projeto pedagógico e viabiliza o processo de ensino aprendizagem.

O currículo é a ligação ente a cultura e a sociedade exterior à escola e à educação; entre o conhecimento e cultura herdados e a aprendizagem dos alunos; entre teoria (idéias, suposições e aspirações) e a prática possível, dadas determinadas condições. (SACRISTAN, p. 61)


O currículo é um campo permeado de ideologia, cultura e relações de poder. Por ideologia, segundo Moreira e Silva, pode-se afirmar que esta “é a veiculação dos grupos situados em uma posição de vantagem na organização social. Ou seja, é um dos modos pelo qual a linguagem produz o mundo social, e por isso o aspecto ideológico deve ser considerado nas discussões sobre currículo. (SANTOS, , p. 01)
Enfim, a elaboração de um currículo é um processo social, no qual convivem lado a lado os fatores lógicos, epistemológicos, intelectuais e determinantes sociais como poder, interesses, conflitos simbólicos e culturais, propósitos de denominação dirigidos por fatores ligados à classe, raça, etnia e gênero. (SANTOS, , p. 02)
De acordo com o Art 2º das Diretrizes Curriculares Nacionais são o conjunto de definições doutrinárias sobre princípio, fundamentos e procedimentos da educação básica, expressas pela Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, que orientarão as escolas brasileiras dos sistemas de ensino na organização, articulação, desenvolvimento e avaliação de suas propostas pedagógicas.
Segundo o professor Nereide Saviani o processo de elaboração e implementação curricular deveria, necessariamente, contar com a efetiva participação de docentes dos vários graus, níveis e modalidades de ensino, em todas as disciplinas e séries, de forma integrada. Porque na maioria das vezes isso não ocorre. Garantir tal participação é o principal desafio.
Observando a necessidade do Currículo ser elaborado em conjunto com escola, professores e comunidade escolar, nas decisões. É importante que todos estejam em constante estudo e debate para adequação do Currículo.
A escola, ao indagar sobre o currículo deve levar em consideração inicialmente os aspectos da dinâmica social, política e cultural que contribuem para a apreensão do conhecimento e formação do cidadão autônomo, crítico e reflexivo, capaz de contribuir para a transformação do que está posto e a melhoria da qualidade de vida da coletividade.
É a partir do saber sistematizado que se estrutura o currículo da escola elementar. O saber sistematizado, a cultura erudita é uma cultura letrada. Daí que a primeira exigência para o acesso a esse tipo de saber seja aprender a ler e escrever. É preciso conhecer também a linguagem dos números, a linguagem da natureza e a linguagem da sociedade.
O currículo deverá ser pensado de forma a criar possibilidades para que o aluno se aproprie dos instrumentos culturais, possibilitando o acesso aos conhecimentos cada vez mais amplos e diversificados.


O ensino da africanidade e indígena

O modo africano e indígena de ser/ viver/ conhecer/saber perpassa toda a cultura nacional. Hoje podemos dizer que esta influência está na ciência, nos modos de curar doenças, na engenharia, nos modos de construção das moradias, na arquitetura, na estética, na culinária e – por que não? – na religiosidade, nas manifestações culturais e artísticas, na nossa brasilidade.
Para valorizar e compreender todo esse legado, precisamos mais uma vez acionar nossos corpos, nossos sentidos e vermos que esse modo africano e indígena de aprender envolve o ser na sua integralidade. Não se aprende só com a mente, mas com o coração, com a cabeça, enfim, com todo o corpo, que precisa do momento presente para acionar o passado e construir o presente e o futuro.
Tudo é ou pode ser fonte de aprendizagem, compreensão e pertencimento ao mundo. Tudo pode ser fonte de conhecimento, aprendizagem e saber. O conhecimento pode se encontrado nos livros, nas experiências das pessoas, no cotidiano, nas ruas, na vida.
Marcado por todo esse contexto, nosso currículo incluirá  projetos que ajudará a traduzir uma ação concreta na direção da implementação da Lei n° 10.639/03. Projetos com uma perspectiva múltipla: histórias, músicas, compartilhamento de experiências, troca de reflexões, atualização de informações, subsídios teóricos, formação de professores. Assim, contribuiremos para a construção de uma educação brasileira multicultural, sem racismo e inclusiva.

REFERÊNCIAS


·         Brandão, Ana Paula. Saberes e fazeres, v1: Modo de Ver. Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho, 2006

·         APPLE, W. Michael. In Morira, F. M. e Silva, T Tadeu (orgs). Currículo, Cultura e Sociedade. Repensando Ideologia e Currículo. Tradução de Maria Aparecida Baptista. 6ª Ed. São Paulo, Cortez, 2002.

·         SAVIANI, Dermeval. Pedagogia Histórico-Crítica: primeiras aproximações. Sobre a Natureza e a Especificidade da Educação. Campinas, Autores Associados, 2005.





Professores relatores (2010):
Maria Antonia Bruno Faria
Patrícia Witkoski
Simone de Fátima Negosek


f)     Concepção de Ensino-Aprendizagem e Metodologia

Ensinar, do latim insignare, significa transmitir conhecimento, instruir, educar, lecionar.   Conforme a conceituação da Unesco, ensino é o ato de criar uma situação de aprendizagem para transmitir conhecimentos, estimular processos de pensamento e encorajar o desenvolvimento individual.
O ensino é a forma sistemática de transmitir conhecimentos, instruir, educar, e pode ser encontrado como: ensino formal, informal e não formal.
·               O ensino formal é aquele praticado por profissionais com respaldo de conteúdos e saberes teóricos, e acontece em instituições de ensino.
·               O ensino informal relaciona-se com o processo de socialização do homem, e acontece durante a vida inteira, e às vezes acontece de forma não intencional.
·               O ensino não formal é intencional, e relaciona-se com processos de relação política e social praticada por movimentos populares, associações, grêmios entre outros.
Aprender, também do latim apprehendere, que significa tomar, agarrar, compreender, apoderar-se.    O processo de aprendizagem é a maneira como as pessoas adquirem novos conhecimentos, desenvolvem competências e mudam o comportamento, mas é grande a complexidade desse processo.
E a aprendizagem historicamente acompanhou as mudanças; na antiguidade ela tinha a finalidade de transmitir as tradições e os costumes, já na idade média por algum tempo a aprendizagem passou a ser determinada pela religião e seus dogmas, já no final deste período iniciou-se a separação entre religião e aprendizagem com o acontecimento humanista e da Reforma.   Por volta dos séculos XVII até o início do século XX, a aprendizagem servia para demonstrar cientificamente determinados processos de forma a explicar as causas e formas de seu funcionamento. 
O conceito de aprendizagem derivou-se de investigações na psicologia, cujo conceito inicial positivista da tabula rasa, vazio apenas depositário do conhecimento, que influenciou outras teorias, como a Comportamentalista, em que a aprendizagem é definida como aquisição de um novo comportamento, resultante de treino ou de experiência.   E a teoria Cognitiva, com representantes como Jean Piaget e a epistemologia genética onde a aprendizagem depende das estruturas pré-formadas e da maturação biológica do indivíduo.   E Lev Vygotsky a aprendizagem ocorre na relação/interação do indivíduo com o ambiente.
O thesaurus do MEC conceitua ensino-aprendizagem como um conjunto de estratégias que o sujeito/educando, individual ou coletivamente realiza, contanto com a gestão facilitadora e orientadora do professor para atingir objetivos propostos, ele está centrado no educando e dá ênfase tanto ao método quanto ao conteúdo.
O processo ensino-aprendizagem também perpassa pelas tendências pedagógicas que marcaram o Brasil:



A pedagogia histórico-crítica surgiu no início dos anos de 1980 como resposta à necessidade amplamente sentida entre os educadores brasileiros de superação dos limites tanto das pedagogias não-críticas, representadas pelas concepções tradicional, escolanovista e tecnicista, como das visões crítico-reprodutivistas, expressas na teoria da escola como aparelho ideológico do Estado, na teoria da reprodução e na teoria da escola dualista.  Durante a década de 1980, essa proposta pedagógica conseguiu razoável difusão, tendo sido tentada, atém mesmo, a sua adoção em sistemas oficiais de ensino, como foi o caso em especial, dos estados do Paraná e de Santa Catarina. (Saviani, 2008)  
 
 

No Município de Araucária após vários estudos, optou-se por uma tendência progressista - a pedagogia Histórico-Crítica e tem como seu fundador o professor Dermeval  Saviani.
A teoria pedagógica Histórico-Crítica foi criada em uma perspectiva oposta à sociedade capitalista, e contrária a escola que reproduz o sistema e as desigualdades sociais.   Parte da prática social que professor e educando estão inseridos, porém em diferentes posições. apesar de terem diferentes níveis de conhecimento e experiência,
Segundo Saviani (2005), a educação é uma atividade própria do ser humano, e, portanto, o trabalho educativo é o ato de produzir, direta e intencionalmente, em cada indivíduo singular, a humanidade que é produzida histórica e coletivamente pelo conjunto dos homens. Nesta perspectiva, o objeto da educação diz respeito, à identificação dos elementos culturais que precisam ser assimilados pelos indivíduos para que se tornem humanos e ao mesmo tempo descobrindo formas adequadas para atingir esse objetivo.
Saviani escreve que a escola diz respeito ao conhecimento elaborado, e não ao conhecimento espontâneo; ao saber sistematizado e não ao saber fragmentado; à cultura erudita e não à cultura popular, e que haveria conhecimento mesmo sem a escola.  
A escola existe para propiciar a aquisição dos instrumentos que possibilitam o acesso ao saber elaborado(ciência), bem como o próprio acesso aos rudimentos desse saber, ou seja é o lugar de difusão e transmissão do saber e os conteúdos fundamentais da escola elementar: ler, escrever, contar e os rudimentos das ciências naturais e das ciências sociais(geografia e história); são conteúdos culturais universais incorporados pela humanidade, sempre reavaliados frente à realidade social.   Ele que as atividades extracurriculares só terão sentido quando enriquecerem as atividades curriculares próprias da escola.
O papel do professor é o de dirigir e orientar, mediador entre o saber e a atividade mental dos educandos de maneira que tornem-se sujeitos ativos e autônomos.   O professor é fundamental nesse processo porque a sua contribuição será mais eficaz se ele entender os vínculos de sua prática com a prática sócia, para isso ele deve saber como ocorre o processo ensino-aprendizagem, para saber qual é o seu papel no todo e isoladamente.
 O livro didático, dependendo da sua qualidade e utilização, pode contribuir para a unidade didática entre o ensino e a aprendizagem, e serve como uma atividade planejada, intencional, baseada em dados da realidade, o livro é um meio para o processo intelectual dos educandos, e tem algumas funções como: organizar os conteúdos para transmissão, ajuda os educandos nas suas possibilidades de aprender e dirige e controla a atividade do professor para os objetivos da aprendizagem.
A aprendizagem está relacionada à abordagem de Vygostsky, onde a aprendizagem se estabelece com o outro; ele escreveu “Na ausência do outro, o homem não se constrói homem”, a formação acontece na relação dialética entre o sujeito e a sociedade ao seu redor – ou seja o homem modifica o ambiente e o ambiente modifica o homem.   Ela é determinada por um processo histórico cultural gerado pela motivação, ou seja pelos desejos e necessidades, interesses e emoções.   E tem como ponto principal o conceito de Zona de Desenvolvimento Proximal onde há aprendizagem no intervalo entre o conhecimento real e conhecimento potencial (entre aquilo que o educando já sabe e o que ele tem potencial para aprender).
Em seu método Saviani menciona cinco momentos de um método de ensino numa perspectiva revolucionária:

·    Primeiro: é a prática social, já que professor e educando são agentes sociais, mas em diferentes níveis de conhecimento e experiência;
·   Segundo: é a problematização, ela tem como objetivo identificar quais questões precisam ser resolvidas dentro da prática social, e quais conhecimentos são necessários para resolver estes problemas;
·     Terceiro: é a instrumentalização (envolve a transmissão e assimilação dos conteúdos apresentados pelo professor), trata-se de apropriar-se dos instrumentos teóricos e práticos necessários para resolver o problema detectado na prática social;
·    Quarto: é a catarse, onde ocorre a efetiva incorporação dos instrumentos culturais, transformados em elementos de transformação social;
·  Quinto: é a própria prática social, (onde os educandos atingem a compreensão que o professor se encontrava no ponto de partida), onde há a elevação de nível dos educandos ao nível do professor, isso manifesta-se na capacidade de expressarem a compreensão na prática

A partir das reflexões e estudos realizados constatou-se que enquanto o processo de produção da existência humana evoluiu de forma significativa e dinâmica, o sistema educacional continua nos mesmos moldes, e segundo a autora Maria Amália Andery,



O processo da produção da existência humana aborda cada nova interação que reflete uma natureza modificada, pois nela incorporam-se criações antes inexistentes; reflete também um homem já modificado – pois suas necessidades, condições e caminhos para satisfazê-las são outros que foram sendo construídos pelo próprio homem.(ANDERY, 1988)
 
 







Neste sentido a educação deveria ser emancipadora, formar o indivíduo na sua totalidade para que ele possa ao apropriar-se dos saberes interferir, optar e transformar sua realidade, seu meio.

       A escola não tem acompanhado os avanços da sociedade e isso interfere diretamente na motivação do educando.

       É preciso voltar a atenção a todo o sistema de ensino para uma reformulação condizente com a realidade, com objetivos claros, que despertem o interesse do aluno o aprender para crescer e obter uma real apropriação do conhecimento.

        A nova educação deve pautar-se no fato de que vivemos em uma sociedade dinâmica, na qual as transformações acontecem em ritmo acelerado tornando os conhecimentos cada vez mais provisórios, pois um conhecimento que hoje é tido como verdadeiro pode ser superado em pouco tempo. O indivíduo que não aprender, ou atualizar-se, estará condenado ao anacronismo e defasagem de seus conhecimentos.

A importância das interações e inter-relações no trabalho educativo é que através delas podemos observar o aluno e o professor como fundamentais no processo educativo, ao invés de tê-los apenas como mais um dos itens que estão no processo. Deixamos de tratar o aluno como "coisa" e passamos a vê-lo em uma dimensão humana. Respeitamos assim, sua bagagem cultural, sua realidade vivida, além de considerar o meio onde está inserido.



Essa passagem precisa ser analisada mediante a dialética entre objetivação e apropriação como aquela que sintetiza, na obra de Marx, a dinâmica essencial do processo de produção e reprodução da cultura humana. O processo de apropriação que surge, antes de tudo, na relação entre o homem e a natureza. O ser humano, pela sua atividade transformadora, apropria-se da natureza incorporando-a à prática social. Ao mesmo tempo, ocorre também o processo de objetivação: o ser humano produz uma realidade objetiva que passa a ser portadora de características humanas, pois adquire características sócio-culturais, acumulando a atividade de geração de seres humanos. Isso gera a necessidade de outra forma do processo de apropriação, já agora não mais apenas como apropriação na natureza, mas como apropriação dos produtos culturais da atividade humana, isto é, apropriação das objetivações do gênero humano (entendidas aqui como os produtos da atividade objetivadora). (DUARTE, 2003, p.24)







Podemos exemplificar esta situação através da maneira como nos apropriamos da natureza. Se o fazemos apenas para retirar bens necessários à nossa sobrevivência, esgotando os recursos até seu limite máximo, sem a preocupação com a sustentabilidade, estamos fazendo algo apenas para dar conta da produção, sendo o aprendizado somente uma ferramenta para o processo do trabalho e sua perpetuação nos moldes da sociedade capitalista. Já quando temos a preocupação com a sustentabilidade, nos aproximamos de um trabalho pedagógico voltado para a idéia de transformação social.

O professor tem como papel mediar o acesso do aluno ao conhecimento elaborado / científico. Ele configura-se como agente intencional do processo ensino-aprendizagem e precisa valorizar os saberes, experiências cotidianas, os conceitos prévios do aluno e sua(s) práticas(s). Cabe ao professor fazer as intervenções necessárias para auxilia-los no processo de apropriação do saber sistematizado, com isso o aluno pode adquirir as competências cognitivas necessárias para participar e intervir conscientemente na sociedade.

De acordo com Duarte (2003), o professor não pode se omitir em relação à sociedade capitalista, precisa aprofundar seus conhecimentos, mudar os métodos e não está isento ao erro, aí se destaca a importância do trabalho coletivo e da avaliação constante da prática docente.







REFERÊNCIAS



SAVIANI,Demerval. Pedagogia Histório-crítica: primeira aproximações. Campinas, SP: Autores Associados, 2005.



_______________. Escola e democracia: teorias da educação, curvatura da vara, onze teses sobre a educação política. Campinas, SP: Autores Associados, 2006.





Professores relatores (2010):

Arlete de Fátima Grosskopf

Luana Hinckel

Regiane Mara Pinheiro

Simone Koehler


 


g)   Concepção de Avaliação





Para Kraemer (2006), a avaliação vem do latim, e significa valor ou mérito ao objeto em pesquisa, junção do ato de avaliar ao de medir os conhecimentos adquiridos pelo indivíduo. É um instrumento valioso e indispensável no sistema escolar, podendo descrever os conhecimentos, atitudes ou aptidões que os alunos apropriaram. Sendo assim a avaliação revela os objetivos de ensino já atingidos num determinado ponto de percurso e também as dificuldades no processo de ensino aprendizagem.

Historicamente a avaliação acompanhava as teorias de aprendizagem, e somente na LDB 4024/61 em seu artigo 14, a avaliação foi tida como obrigatória, para verificação dos conhecimentos, julgamento do desempenho do aluno – e servia apenas para classificar.

A LDB 5692/71 artigo 11 tratava apenas dos dias letivos, mas excluía desta contagem o tempo reservado as provas finais – portanto, a avaliação ainda permanecia com a mesma característica.

Na LDB 9394/96 surgiu um novo olhar para avaliação, como sendo o sentido de apropriar-se do saber. Houve então uma mudança no eixo do ensinar para o aprender. E a avaliação hoje é uma ferramenta importante do processo educativo, uma oportunidade de reflexão pois auxilia o professor quanto a sua didática e prática pedagógica e a aprendizagem do aluno, é a maneira prática de diagnosticar as dificuldades e avanços dos alunos, mas também o plano de ação da escola entre outros.

A exigência da avaliação ser um processo contínuo e qualitativo, permite ações imediatas para “recuperar” as carências porventura apresentadas.

Percebe-se que o ato de avaliar é amplo e não se restringe a um único objetivo, vai além da medida, posicionando-se favorável ou desfavorável à ação avaliativa, propiciando uma retomada de decisão.

Mas o que é afinal a avaliação? Na concepção de Both (2007), vem atrelada ao processo, onde se direciona a qualidade do desempenho sobre a quantidade de atividades propostas, tanto para o aluno quanto para o professor, ficando em um processo comparativo. Na visão do autor, o foco principal é a qualidade do ensino, ultrapassando os limotes da verificação.

Já para Pedro Demo, refletir é também avaliar, e avaliar é também planejar, estabelecer objetivos, etc. Daí os critérios de avaliação, que condicionam seus resultados estejam sempre subordinados a finalidades e objetivos previamente estabelecidos para qualquer prática, seja ela educativa, social, política ou outra. (1999)

Portanto avaliar demanda refletir, planejar e atingir objetivos, entendendo que o ato avaliativo articula-se ao processo educativo, social e político.

Na leitura de Libâneo a avaliação é vista como uma tarefa didática necessária e permanente do trabalho docente, que deve acompanhar passo a passo o processo de ensino e aprendizagem. Através dela, os resultados que vão sendo obtidos no decorrer do trabalho conjunto do professor e do alunos são comparados com os objetivos propostos, a fim de constatar progressos, dificuldades, e reorientar o trabalho para as correções necessárias.A avaliação é uma reflexão sobre o nível de qualidade do trabalho escolar tanto para o professor como dos alunos. Os dados coletados no decurso do processo de ensino, quantitativos ou qualitativos, são interpretados em relação a um padrão de desempenho e expressos em juízos de valor (muito bom, bom, satisfatório, etc.) acerca do aproveitamento escolar.

A avaliação é uma tarefa complexa que não se resume a realização de provas e atribuição de notas. A mensuração apenas proporciona dados que devem se submetidos a uma apreciação qualitativa. A avaliação, assim, cumpre funções pedagógicas-didáticas, de diagnósticos e de controle em relação as quais se recorrem a instrumentos de verificação do rendimento escolar. (LIBÂNEO, 1994, p.195)

Avaliação é um instrumento permanente do trabalho docente, tendo como propósito observar se o aluno aprendeu ou não, podendo assim refletir sobre o nível de qualidade do trabalho escolar, tanto do aluno quanto do professor, gerando mudanças significativas.

Para Vasconcellos (1995) a avaliação é, na prática, um entulho contra o qual se esboroam muitos esforços para pôr um pouco de dignidade no processo escolar.

É significativa a percepção de uma avaliação pautada numa perspectiva transformadora, tendo como pano de fundo resgatar seu papel no contexto escolar.

A luz destes conceitos, temos claro que a função da avaliação perpassa diferentes tendências pedagógicas. Todas na tentativa de contribuir teoricamente para a formação do professor, dentre essas a abordagem sistêmica que mais se aproxima ao desejado. Nela a avaliação visa o processo, o crescimento gradativo, respeita os limites e as qualidades do aluno, e o professor pode perceber esse desenvolvimento.

A avaliação nos diferentes espaços de produção do conhecimento, tem sido tradicionalmente considerada como um fator que ocorre no final do processo de produção do conhecimento. Sob esta ótica foi fundamental perceber que a avaliação ocorre no decorrer de todo processo ensino-aprendizagem.

Desta forma, pode-se falar em três modalidades de avaliação: diagnóstica, formativa e somativa.

Para Kraemer (2006), a avaliação diagnóstica é baseada em averiguar a aprendizagem dos conteúdos propostos e os conteúdos anteriores que servem como base para criar um diagnóstico das dificuldades futuras, permitindo então resolver situações presentes.

Nesse olhar, percebeu-se que o papel da avaliação diagnóstica, objetiva investigar os conhecimentos anteriormente adquiridos pelo educando, propiciando assim, assimilar conteúdos presentes que são partilhados no ensino aprendizagem.

Na visão de Blaya, avaliação formativa é a forma de avaliação em que a preocupação central reside em coletar dados para reorientação do processo de ensino-aprendizagem. Trata-se de uma “bússola orientadora” do processo. A avaliação formativa não deve assim exprimir-se através de uma nota, mas sem por meio de comentários. (2007)

Nesta perspectiva a autora mostra a importância da avaliação formativa, sendo um instrumento de coleta de dados, podendo assim reorganizar o processo de ensino e aprendizagem.

Partindo dessa afirmação, a avaliação formativa destacada como um processo contínuo, onde o ponto de partida é o critério de transformar a avaliação em um instrumento que evolui e pode ser melhorado com o tempo a saber aprender a aprender.

Por outro lado, Wachowicz e Romanowski destacam que a avaliação somativa manifesta-se nas propostas de abordagem tradicional em que a condução do ensino está centrada no professor. Baseia-se na verificação do desempenho dos alunos perante os objetivos de ensino estabelecidos no planejamento.

Para examinar os resultados obtidos, são utilizados testes e provas, verificando quais objetivos foram atingidos considerando-se o padrão de aprendizagem desejável e, principalmente, fazendo registro quantitativo do percetual deles. (2003, p. 124)

Na visão de Mizukami (1986), a avaliação visa a exatidão da reprodução do conteúdo comunicado em sala, tendo como finalidade medir a quantidade e a exatidão de informações que é reproduzida.

Sob a ótica de Mizukami a avaliação crítica é vista como que a verdadeira avaliação do processo consiste na auto-a avaliação ou avaliação mútua e permanente da prática educativa por professor e alunos, qualquer processo formal de notas e exames deixa de ter sentido em tal concepção. No processo de avaliação proposto, tanto os alunos como os professores saberão quais as dificuldades, quais seus progressos. (1986, p. 102)

Diante das perspectivas evidencia-se que o papel da avaliação crítica pauta-se nos aspectos qualitativos sobre os quantitativos, observando-se que a mesma tem finalidade diagnóstica, engajada num processo contínuo e processual de ensino aprendizagem, oportunizando a auto-avaliação.

Para alicerçar uma prática educativa compatível com os diferentes momentos históricos em que as tendências pedagógicas avaliativas se engajam, é fundamental refletir sobre a importância que cada uma delas proporcionam tanto no âmbito docente como discente na produção do conhecimento.

À luz destas reflexões, a nossa escola, fundamentada no princípio da autonomia, compreende que a avaliação deve contribuir para a formação do aluno em um indivíduo ativo pensante, participativo social e politicamente, podendo compreender, criticar e atuar transformando a realidade a qual está inserido, visando melhorar a sua qualidade de vida e da sociedade. Para isso, a avaliação deve ser contínua e cumulativa, pautada nas funções de propiciar a autocompreensão, tanto do educando quanto do educador; motivar o crescimento; aprofundamento da aprendizagem; auxiliar a aprendizagem. Nossa escola fará uso de avaliação do processo de ensino-aprendizagem, como testes, trabalhos e projetos. Também usaremos a avaliação institucional para avaliar alunos e professores.

O ato de avaliar, por sua constituição mesma, não se destina a um julgamento “definitivo” sobre alguma coisa, pessoa ou situação, pois que não é um ato seletivo. A avaliação se destina ao diagnóstico e, por isso mesmo, à inclusão; destina-se à melhoria do ciclo de vida.

            Destacamos que, com relação à proposta de avaliação das séries finais do Ensino Fundamental, com o objetivo de organizar o processo avaliativo realizado nas diferentes disciplinas na nossa escola, e levando em consideração a concepção de avaliação como diagnóstica e processual, propõe-se o modelo abaixo discutido com os professores em 26 de maio de 2010:



                        A avaliação quanto ao seu peso, em cada trimestre, será assim organizada em todas as disciplinas de forma somatória:



                        50 pontos – prova escrita

                        30 pontos – trabalhos

                        20 pontos – atividades avaliativas no caderno



                        Observações:



                        - A matriz da prova escrita, de acordo com o modelo com o logotipo da escola, deverá ser entregue para a coordenação com o objetivo de acompanhar e discutir com os professores o instrumento ficará à disposição dos pais se for necessário e montarmos um banco de provas da escola.



                        - Os trabalhos serão organizados de formas diversas, de acordo com as especificidades das disciplinas. Quando se tratar de trabalho em grupo, este deverá ser realizado em sala de aula.



                        - Lembramos que, de acordo com a LDBEN 9394/96 o aluno que não se sair bem nas avaliações tem direito a realização de recuperação paralela, esta deverá ser devidamente registrada no livro de frequencia.



                        - Caso o aluno falte no dia das avaliações terá direito a uma segunda chamada se as faltas forem justificadas com atestado médico ou bilhete escrito dos pais ou responsável.



REFERÊNCIAS






BOTH, Ivo José. Avaliação Planejada, aprendizagem consentida: a Filsofia do Conhecimento – 1ª edição, Curitiba, PR:IBPX, 2007



DEMO, Pedro. Avaliação Qualitativa – 6ª edição, Campinas, SP: Autores Associados, 1999



HOFFMANN, Jussara Maria Lerch. Avaliação: Mito e Desafio – 19ª edição, Rio Porta Alegre, RS: Editora Mediação



HOFFMANN, Jussara Maria Lerch. Avaliação Mediadora – Porto Alegre, RS: Editora Educação e Realidade, 1993.



KRAEMER, Maria Elisabeth Pereira. Avaliação da Aprendizagem como Construção do Saber – 2006



LIBÂNEO, José Carlos. Didática - 2ª edição, São Paulo: Cortez, 1994



LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da Aprendizagem Escolar: Estudos e Proposições – 6ª edição, São Paulo, SP: Editora Cortez, 1997



MIZUKAMI, Maria da Graça Nicoletti.  Ensino: As Abordagens do Processo. São Paulo, SP: EPU. 1986



PIMENTA, Selma Garrido. Saberes Pedagógicos e Atividades Docentes - 2ª edição, São Paulo, SP: Editora Cortez, 2000



ROMANOWSKI, Joana Paulin, WACHOWICZ, Lílian Anna. Processos de Ensinagem na Universidade: Pressupostos para as Estratégias de Trabalho em Aula – In: ANASTASIOU, Lea das Graças Camargo – SC, UNIVILLE, 2003



VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Avaliação: Concepção Dialética-Libertadora do Processo de Avaliação Escolar – São Paulo, SP: Libertad, 1995





Professores relatores (2010):



Ana Nilza Dallagnol

Gislaine Aparecida de Carvalho Dahem

Regina Lúcia C. de Sá Ferreira

Stella Maris de Queiroz Bello




IV – Regime de Funcionamento;



a) Horário de funcionamento



TURNO
INÍCIO
RECREIO
SAÍDA
MANHÃ
¨6º ao 9º ano
07h25
9h 55 / 10h 05 min
11h45
TARDE
1° ao 5° ano
13horas
15h / 15h15min
17horas



O recreio no período da tarde acontece através de projeto “Recreio Divertido”, projeto   este onde a direção da Escola Elvira providenciou diversos brinquedos. Estes brinquedos foram separados em baldes, um por turma, contendo petecas, bolas, corda, jogos de montar, quebra-cabeças, entre outros.

            Cada professora organizou a turma, escolhendo representantes para cuidar desse balde na hora do recreio. Nas primeiras semanas as professoras acompanhavam os alunos ensinando-os a brincar com cada brinquedo.  Após, acompanham o recreio observando-os.

O horário de recreio é destinado ao uso do banheiro e bebedouro. Os alunos poderão usar todo o pátio livre para a recreação evitando palavrões, correrias e desentendimentos com outros colegas.

Nos dias de chuva o lanche será servido em sala de aula, e os alunos permanecerão na sala com jogos ou livres, sendo observados pela equipe pedagógica.



b) Rotina escolar



·         A tolerância para o início do período será de 15 minutos, para alunos e funcionários;

·         O portão será fechado 15 minutos após o início do período escolar, permanecendo fechado até o final do mesmo;

·         Em caso de atraso maior que os 15 minutos de tolerância, o aluno deverá encaminhar até a equipe pedagógica para receber autorização para a entrada em sala de aula.

·         Após 3 atrasos, sem justificativa, a família será comunicada desses atrasos;

·         Não será permitida a presença de alunos no pátio e corredores sem o uso do crachá de autorização;

·         As saídas antecipadas dos alunos deverão ser autorizadas pela equipe pedagógica, com conhecimento do professor e dos pais ou responsáveis;

·         Não será permitida a saída de alunos do estabelecimento escolar no horário do recreio;

·         A escola não se responsabiliza pelo extravia de dinheiro, ou objetos pessoais de alunos e funcionários;

·         Não é permitido trazer objetos como celular, jogos, e outros que não pertençam ao material escolar.

·         Toda a comunidade escolar deve colaborar na limpeza e conservação do mobiliário e todo material de uso coletivo e individual, sendo obrigatório o ressarcimento de qualquer dano ao patrimônio da escola.



c) Frequência dos alunos



·         Os pais e responsáveis deverão comunicar por escrito, qualquer motivo que impeça a criança de comparecer ao estabelecimento de ensino. Se o motivo da falta for doença, entregar atestado médico no prazo de 48 horas.

·         Cabe ao professor avisar a direção ou equipe pedagógica para serem tomadas as providências cabíveis na ausência do aluno com mais de 03 (três) faltas consecutivas ou 5 (cinco) alternadas no mês.

·         As faltas prolongadas, não justificadas com menos de 25% de frequência , serão levadas ao Conselho Tutelar para serem tomadas as devidas providências.

·         As faltas não justificadas que passarem o valor de 25% de frequência, poderão implicar no cancelamento da matrícula e a retenção na série.

·         A verificação e o controle de freqüência dos alunos serão mediante registro em livros de chamadas a serem preenchidos diariamente pelo professor.



d) Funcionários



·         A verificação, acompanhamento da assiduidade dos funcionários será mediante livro ponto, organizado pelo responsável pela secretaria, assinada diariamente pelo funcionário, mantido na secretaria ou sala dos professores, sendo vistado pelo diretor ao final do mês.

·         Todo funcionário poderá justificar sua falta mediante apresentação de atestado médico.

·         A cada 02 (dois) atestados de um dia ou 1 (um) atestado de dois dias ou mais, o funcionário deverá passar pela perícia médica;

·         Três atestados ou três saídas antecipadas no mês para resolver problemas particulares, acarretará em uma falta;

·         Conforme consta no Estatuto dos Servidores Públicos do Município de Araucária, os funcionários deverão comparecer à repartição na hora do trabalho ordinário e extraordinário, quando convocados com antecedência de vinte e quatro horas, para executar serviços que lhes competem;

·         O não cumprimento da função sofrerá advertência oral ou escrita pela direção da Escola (ata), encaminhando-a à Secretaria de Educação. Não solucionado o problema, será encaminhado ao órgão superior referente à sua função.

·         O funcionário em estágio probatório será avaliado conforme legislação vigene;

·         É expressamente proibido:

- O uso de bebidas alcoólicas no horário de expediente;

- Fumar fora do local liberado para esta prática;

·         Todos os funcionários deverão apresentar-se ao trabalho com trajes adequados ao desempenho de sua função;

·         Evitar trazer pessoas alheias ao processo pedagógica da escola.




g)   Necessidades de expansão do atendimento:





Desde que foi implantado em 2009 o Ensino Fundamental II em nossa escola, muitos alunos de escolas da região, que não atendem essa clientela, procuram-nos e assim cresce a necessidade de ampliação destas vagas para conseguir suprir a demanda.

            No ano de 2012 foi aberto duas turmas de 9° ano, para conseguir atender os nossos alunos e outros vindos de fora.

            O Ensino Fundamental I também deveria expandir já que é cada vez maior o número de famílias oriundas de outras cidades e estados que estão imigrando para Araucária a procura de melhores condições de trabalho. Infelizmente não temos condições físicas para atender essa clientela.

Também, cabe destacar que nossa escola tem tido bastante procura inclusive de alunos matriculados em escolas vizinhas devido ao bom conceito em relação ao trabalho realizado.







V – Condições Físicas e Materiais necessárias;





Um ambiente adequado e acolhedor também pode colaborar no processo de ensino-aprendizagem.   Faz-se a necessidade de aumentar o número de salas de aula, de 10 para 15, onde as 5 salas a mais seriam:  

  • Laboratório de ciências para os alunos poderem vivenciar as experiências da disciplina;
  • Sala de artes, um espaço diferenciado onde os alunos possam praticar os 4  eixos da disciplina (dança, teatro, música e plástica);
  • Sala de multimídia, com os equipamentos adequados para apresentações em geral, com grades nas janelas e porta, e alarme;
  • Biblioteca, um local adequado para estudo e pesquisa, com prateleiras e acervo;
  • Sala de Língua Estrangeira, onde o professor possa colocar e distribuir o seu material de maneira a facilitar a aprendizagem

O laboratório de informática com monitor, e equipamentos funcionando, com grades nas janelas e porta, e alarme.

As salas de aula devem ser arejadas, com boa luminosidade e amplas, com espaço para a movimentação do professor entre as fileiras, mesa e armários do professor.   Os banheiros dos professores e funcionários deve ser separados (masculino e feminino), com três vasos sanitários, três pias e espelho em cada banheiro.   A sala de direção deve ser arejada com espaço suficiente para as mesas e armários, a secretaria ampla com prateleiras, armários e computadores, uma sala para o arquivo morto, uma salas para o almoxarifado com prateleiras para guardar materiais como: cartolina, papel crepom, papel bobina, equipamentos.

A sala dos professores ampla e arejada, com espaço para os armários individuais dos professores, mesas e computadores, para que os professores possam realizar sua hora atividade pesquisando e produzindo material para ser usado em sala de aula.   A sala dos pedagogos adequada,com lugar para os armários e espaço para receber os pais.

A cozinha ampla, arejada e com os equipamentos necessários para facilitar o trabalho das cozinheiras, deve ter também colheres, cumbucas e canecas suficientes para o número de alunos.

Bebedouros com 4 torneiras, onde os alunos possam lavar as mãos, além dos bebedouros de água individuais com água gelada.

Espaço coberto com varal para tanque e lavadora de  roupas para a higienização do material usado na limpeza e na cozinha, almoxarifado, uma sala para as serventes, com espaço para prateleiras e armários, onde elas possam comer e também descansar.

Para os alunos os banheiros devem ser: o feminino deve ter 4 separações com vasos sanitários, sendo que duas das separações com vasos sanitários para crianças, e um com barras e vaso sanitário adequado para pessoa deficiente, com quatro pias, duas adequada para crianças e uma para pessoa deficiente.   Para os meninos, quatro separações com 2 vasos sanitários adequados para crianças, um para pessoa deficiente, e mictório com 5 louças, quatro pias, duas adequada para crianças e uma para pessoa deficiente.

Refeitório arejado,com espaço para mesas e cadeiras, para os alunos terem um momento de refeição agradável.

Área de estacionamento murado para os professores e funcionários, espaço para horta, pátio com banquinhos onde os alunos possam sentar, e amarelinhas desenhadas no chão para os alunos se divertirem durante o recreio.

Quadra poliesportiva coberta com arquibancada, sala com prateleiras e armários para guardar os materiais esportivos, bebedouros próximo à quadra, um palco para os eventos que acontecem na escola.   Alarme na escola.








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